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Porra, eu amo aquela garota pra caralho. Não é complicado, é simples. Me amarro nela. Amo ela sem noção nenhuma das coisas. Mas eu amo tanto essa menina, que eu sou capaz de deixar ela ir embora todas as vezes que ela precisar. Se ela quiser espaço, se ela quiser um tempo. Tudo bem, eu dou. Falo que dessa vez é sério, que eu não vou voltar quando ela piscar os olhos. Mas ela pede com um jeito que só ela tem, cara. Diz que se arrependeu, pede desculpas e me pede pra voltar. Sou o cara mais idiota do mundo, sei disso. Porque eu volto. E é pior quando ela fica quieta. Com aquele ar de menina madura que não se abala com nada do que eu digo. Sabe qual é? Tô sempre no pé dela. Não sei cuidar de mim, mas sempre cuidei muito bem dela. Sei que eu vacilei quando ela diz que cansou. E sei que eu mandei bem quando ela diz que eu sou um idiota. Ela é desse tipo. Vai tentar me fazer acreditar que sabe se cuidar, que não precisa de mim pra nada. E é exatamente isso que eu gosto nela. Esse charme de menina independente com uma pitada de um “preciso de você”. Ela continua me pedindo espaços. Tudo bem, tá aqui teu espaço. Sou tão otário que sou capaz de oferecer uma galáxia e o universo se ela me pedir. Sempre tive vontade de dizer pra ela mandar os problemas pro espaço no lugar dela. Mas é que ela é muito cabeça dura, cara. Ela não tem nenhum pudor em me deixar. “Tchau Stubb, cansei de você.” Pronto. Vira as costas e não dá sinal por cinco dias. Reclama com as amigas, diz que não liga mas quase surta quando me vê com outra. Diz que eu não presto, que eu não sou o cara certo. E é verdade, não vou me meter nisso. Mas é que ela precisa me dar um jeito, entende? Me colocar na linha dura. Mas ela é orgulhosa, cara. Ela diz que é tudo ou nada, ou vai ou fica. Oito ou oitenta. Eu sou cheio de problemas, ela é cheia de solução. Eu sou péssimo em matemática, ela é ótima nas contas. Ela sabe falar francês e eu ainda nem aprendi a falar o português direito. Ela faz curso, eu vou a praia. Ela é certa na medida dela. Eu sou errado em todas as medidas. Mas porra, eu amo ela pra caralho. Já disse isso, não disse? São as circunstâncias. Li um texto um dia desses, tinha uma coisa que me chamou a atenção. “Cara, eu me amarrava nela.” Li essa parte e o nome dela não saia da minha cabeça de jeito nenhum. É que eu me amarro nela. Não tenho meio termo com isso. Sou complicado, impulsivo e difícil de conviver. Não sei tomar decisões e me comporto feito uma criança de 5 anos a maioria das vezes. Mas me amarro nela. Desse jeito difícil mesmo. Desse jeito que nem eu sei explicar o que é. Só sei que toda vez que ela pede um espaço, ela causa alguma coisa aqui dentro que incomoda. Ela causa um puta espaço dentro de mim. E o pior é quando ela diz “é só um espaço, sabe? É só um tempo.” Aí vem tempo, espaço, galáxia e universo. Tudo que ela consegue causar em mim vem como um baque. O que ela faz comigo, ninguém nunca foi capaz de fazer. Ela consegue traduzir até o que eu não digo. E quando decide ir embora a coisa é pior que um chute no saco ou um soco na cara daqueles que quebram o nariz. É foda, essa menina é um problema. Mas é o meu problema. Porque querendo ou não, é a minha menina. A minha garota certa, a minha menina problema. Sabe qual é? Eu me amarro nela, cara.
carenciou)
Já não sinto mais você aqui dentro do peito, mas também já não sinto mais a vontade de amar outro alguém. Tudo se foi.
Gramaticas.  (via carenciou)
Chorei rios, virei desertos.
Dois tons de amor.   (via reapaixonizar)

dormitina:

Cafa cafajeste… 🎶